Vivemos de conectividade, então quando uma mudança estrutural como essa acontece no setor, a gente presta atenção de perto. O Conselho Diretor da Anatel aprovou a atualização do Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Frequências que permite a operadoras e empresas de satélite oferecerem conexão direta entre celulares comuns e satélites, sem antena terrestre e sem equipamento adicional. A expectativa é que os primeiros usos comerciais comecem em 2027, começando pela liberação de mensagens de texto (SMS) e avançando gradualmente para outros serviços.
Como funciona a tecnologia
Hoje, um celular só se conecta à internet ou faz uma ligação quando está dentro do alcance de uma antena da operadora. Fora dessa área, aparece a mensagem “sem serviço”. A tecnologia conhecida como Direct-to-Device (D2D) muda essa lógica: satélites de órbita baixa passam a funcionar como uma extensão da própria rede móvel, cobrindo os trechos onde não existe torre de telefonia instalada. A transição entre a rede da operadora e a rede de satélites deve acontecer de forma automática, sem exigir aplicativo ou aparelho novo, desde que o celular tenha visão do céu.
A Starlink, da SpaceX, é hoje quem está mais à frente nesse processo no país, e não é à toa. O Brasil já é o segundo maior mercado da empresa no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, somando cerca de 900 mil a 1 milhão de assinantes entre clientes residenciais e corporativos. A Vivo já testa a tecnologia de conexão direta com autorização da Anatel e negocia a viabilização comercial do serviço, com anúncio esperado para os próximos meses. O movimento também abre espaço para que outras operadoras, fabricantes de celular e empresas de satélite disputem esse mercado nos próximos anos.
O que muda, e o que continua igual
Vale reforçar um ponto importante: essa tecnologia não substitui 4G, 5G ou fibra óptica, nem entrega velocidade equivalente à de uma rede 5G Standalone. Ela funciona como uma camada extra, garantindo algum nível de conectividade onde a rede terrestre simplesmente não chega, como rodovias no interior, áreas de mata, plataformas offshore e comunidades isoladas. Para navegação de alta velocidade, o usuário continua dependendo de antenas Starlink convencionais ou da rede móvel tradicional. É um complemento, não uma substituição.
Por que a gente acompanha isso de perto
Trabalhamos todos os dias entregando conectividade em operações que não têm rede fixa disponível, e foi exatamente isso que fizemos recentemente na Fitness Brasil Expo, o maior evento fitness da América Latina. Garantimos internet estável em estandes que receberam milhares de visitantes ao longo de três dias, sem qualquer interrupção. É esse tipo de exigência, conexão que não pode falhar em momento nenhum, que nos faz acompanhar de perto cada avanço tecnológico do setor.
Quanto mais opções de conectividade existem, mais formas temos de resolver o problema de quem precisa de internet onde ela normalmente não chegaria, seja num evento, numa operação temporária ou num projeto que não dá segunda chance. É esse o compromisso que carregamos em cada solução que entregamos.
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Fontes: Anatel, Correio Braziliense, CartaCapital, Times Brasil, TELETIME News, Exame